quinta-feira, 27 de março de 2014

Suspiros mudos.

Hoje é um dia de suspiros mudos. Em que meu corpo se despe de toda a vaidade e é só um corpo. Nu e perfeito em todas as suas pequenas falhas. Um corpo que ri com a loucura do tempo que leva a beleza da juventude e traz a cura e a leveza da aceitação. Que se abre em um sorriso não mais tão inocente, mas muito mais sincero, pelo simples fato de ser consciente. Porque com o tempo aprende-se a rir das miudezas da vida, a perceber que nem todos os ciclos são lineares, a não dar tanta importância às dicotomias e de que não necessariamente precisamos escolher um lado...   A dar uma pausa em suas engrenagens e simplesmente observar os detalhes, como autor e espectador da própria história. E chego à conclusão que viver com o que se é, é muito mais heróico. 

Fosso do tempo.

Minha alma vaga ao fundo
Do fosso solitário do tempo
Sem consolo nem lamento
Das lagrimas que já chorei.
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E tudo o que me resta, serei.
Ou com um pouco de sorte
O Senhor me brinde com a morte
Ou de pesares viverei.                        
                      Tatiana Helrigle