domingo, 26 de junho de 2016

Sobre caminhadas e pessoas


Mais que conhecer lugares eu curto conhecer pessoas, e hoje conheci um pouco mais do Rio de Janeiro através de Ana Maria. Depois de alguns dias frios aqui no Rio sai para aproveitar o sol, fui fazer uma caminhada no Maracanã e praticar um dos meus prazeres preferidos, observar as pessoas.
Tomei todas as devidas precauções e fui deixada no Maraca pelo meu querido Ronê, depois de alguns conselhos e indicações de como retornar. 
Misto de encantada e apreensiva caminhava e observava esse organismo vivo urbano. Pessoas de todas as fomas se exercitavam e se distraiam em meio a turistas fotografando. Comecei a caminhada e segui até uma das entradas, onde se encontravam a maioria dos turistas e vendedores de lembrancinhas. De longe observei um rapaz que diferente dos outros pedalava a esmo observando os turistas, achei aquilo estranho e resolvi mudar de direção.
Após correr um pouco entre caminhantes, bikes e patins, subi uma rampa para apreciar a vista e la no alto sou abordada por uma senhora muito simpática que, amedrontada pelo cachorro com o qual um outro rapaz estava brincando,  me pergunta de onde sou, (tenho tanto cara de turista assim? rsrs) digo a ela sou goiana e ela, com o sotaque carioca que mais gosto, aquele que fala mansinho, me diz ter pensado que eu fosse chilena.
Caminhamos separadamente um tempo, mas logo logo estavamos uma do lado da outra conversando. Ana Maria carioca desde o nascimento, loira e carismática como sua chara, com os seus 60 anos e sua calça amarelo limão com estampa de oncinha, começa a me contar sobre seu filho de 29 anos advogado que esta estudando para concurso, entre tantas outras peculiaridades de sua vida e de sua cidade. Me diz com um sorriso no rosto que caminhar ali pela manhã é tranquilo, mas que não faça isso a tarde nem a noite. Observo ela por mais um tempo, cumprimentando outras pessoas, como se conhecesse a todos e penso que esse é o seu quintal. Nos despedimos…

Não sei seu sobrenome, seu endereço, não peguei seu telefone, provavelmente não nos encontraremos de novo, mas o Rio hoje me pareceu mais simpático e sorridente. Não uma fotografia de cartão postal, um sonho de férias, ou os tiros no morro e as noticias de guerra civil. Mas principalmente confirmou algo importante, que mais que os lugares, são as pessoas que  tornam esses lugares e os nossos momentos especiais. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O que me falta...

O que me falta é um leve aquecer dos sentidos
Como um banho de sol após uma geleira.
Aquele arrepiar de uma brisa ao ouvido
E o perfume suave que vem da memória

O que me falta é a doce pontada no peito
Daquela dor sem motivo
Que perturba que preenche
Que nos faz perder todos os sentidos.

                         THelrigle